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	<title>Vacas Gordas &#187; Comentários Poéticos</title>
	<link>http://www.vacasgordas.net</link>
	<description>Nada demais...</description>
	<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 06:28:43 +0000</pubDate>
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		<title>A primeira namorada - Vinícius de Moraes</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 01:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maia</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Comentários Poéticos]]></category>

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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Primeira Namorada]]></category>

		<category><![CDATA[Vinícius de Moraes]]></category>

		<category><![CDATA[Vinícus]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><strong class="titulo2"><em>Lendo o devaneio do Chico me lembrei dessa poesia do meu Deus pessoal, o imortal vininha, cuja foto estampada na parede de meu quarto sempre me mostra expressões diversas durante meus estados de alta tristeza etílica. </em></strong></p>
<p><a href="http://vacasgordas.awardspace.info/wp-content/uploads/2008/01/vinicius.jpg" title="Vinicius de Moraes"><img src="http://vacasgordas.awardspace.info/wp-content/uploads/2008/01/vinicius.jpg" alt="Vinicius de Moraes" /></a></p>
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<p class="texto3">Tu me beijaste, Coisa Triste<br />
Justo durante a elevação<br />
Depois, impávida, partiste<br />
A receber a comunhão.<br />
Tinhas apenas seis ou sete<br />
E isso ou pouco mais eu tinha<br />
E tinha mais: tinhas topete!<br />
– Por que partiste, Coisa Minha?</p>
<p>Foi numa missa da matriz<br />
De Botafogo. Eu disse: &#8220;Cruz!<br />
Como é que ela vai agora<br />
Comer o corpo de Jesus&#8230;&#8221;<br />
Mas tu fizeste, Coisa Linda<br />
Sem a menor hipocrisia<br />
É que eu nem suspeitava ainda<br />
Da tua santropofagia&#8230;</p>
<p>Porque nas classes do colégio<br />
Onde a meu lado te sentavas<br />
Tornou-se diário o sacrilégio<br />
Durante as preces: me buscavas.<br />
E o olho cândido na mestra<br />
Que iniciava a aula depois<br />
Acompanhavas a palestra<br />
Cuidando apenas de nós dois.</p>
<p>Mais tarde a gente revezava<br />
E eu procurava tua calcinha<br />
E longamente acariciava<br />
Tua coisinha, Coisa Minha.<br />
Nós ficávamos sérios, sérios<br />
A face rubra mas atenta<br />
– A vida tem tantos mistérios…<br />
Tem ou não tem, Coisa Sardenta?</p>
<p>Depois casei, não com ela&#8230;<br />
Mas com meu segundo amor<br />
A mãe de Susana, a bela<br />
E de Pedro, o mergulhador<br />
Morávamos bem ali<br />
Junto à ladeira sombria<br />
Era tanta a poesia<br />
Que quase, quase morri.</p>
<p>As mulheres vinham ver-nos<br />
No nosso ninho de amor<br />
Morte na mira de Vênus<br />
Oxum querendo Xangô<br />
E eu, embora só cuidasse<br />
De amar-te (vê se conferes!)<br />
Era um pobre Lovelace&#8230;<br />
Não resistia às mulheres.</p>
<p>Mas foste (e fui) tão feliz<br />
Nos nossos grandes momentos<br />
Que não lamento o que fiz<br />
Nem tenho arrependimentos.<br />
Deste-me dois filhos lindos<br />
E todo o amor que tens: eu<br />
Embora às vezes mentindo<br />
Nunca dava o que era só teu.</p>
<p class="texto3"><em>Vinícius de Moraes</em></p>
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]]></description>
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